segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Tanto querer
Hoje eu queria gritar!
Queria que todos soubessem o que sinto e o que penso.
Queria puxar uma cadeira, me colocar sentada nela e conversar
comigo mesma por longas horas.
Queria por um instante esquecer das minhas atividades,
Esquecer das pessoas com quem vivo,
Queria esquecer que existe tempo.
Nesse momento.... Eu só queria lembrar de Ti! Como agora.
Queria fazer o que fosse preciso para atrair unicamente a Tua atenção.
Queria andar na praia e ouví a Sua voz!
Ouví você me contar sobre os seus sonhos em relação a mim,
Que me dissesse o que está havendo entre nós,
Que me direcionasse,
Que me acalmasse,
E que... apesar de tudo.. tudo mesmo, ainda estivesse de braços abertos.
Queria agora correr ao Teu encontro e me lançar com todas as minhas forças
e... enfim, me sentí segura!
Só queria que fosse assim...
Você e eu... como antes!
Quando se é adulto, a palavra responsabilidade vira sobrenome.
A quem chamarei quando for preciso tomar uma decisão importante na vida?
Há escolhas que dependem unicamente de mim!
Escolhas... Acertos.
Escolhas... Erros.
Escolhas... Arrependimentos.
Escolhas... Não há como voltar atrás!
Sempre me disseram que crescer não era algo tão fácil,
mesmo assim eu quis...
Mas, na verdade, penso que não tive muita opção quanto
a isso.... Crescer!
E agora ando tentando me equilibar entre aquela criança de outrora e essa pessoa
que tenta se ajustar a tantas responsabilidades...
Uma escolha e tudo mudará...
Para onde irei,
Quem me tornarei,
O que construirei,
Com quem viverei.
Uma escolha...
Quando se é adulto, a palavra responsabilidade vira sobrenome
e as escolhas...
E as escolhas?
Devem se transformar naquele último minuto do relógio que
quando passado, nunca mais marca o mesmo tempo.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Menina
Era uma menina que gostava de desenhar estrelas, todas tortas, aparentemente sem graça, sem brilho.
Era apenas uma garota como outra qualquer, cheia de sonhos, esperança nos olhos, calçados os pés na aventura...
Inspirava canções e a cada acorde uma nova melodia lhe conduzia, seja a um sorriso ou a uma lágrima.
Era simplesmente mais uma garota que acreditava em conto de fadas, não nos tipos americanos, mas nos contos reais.
Seu mundo, com cheiro de chuva constante e estrada de flores rabiscadas na materialidade do uniVERSO, encanta qualquer visitante e surpreende os donos de razões.
Uma garota de alma poética, instinto escritor à flor da pele...
Era simplesmente mais uma garota que acreditava em conto de fadas, não nos tipos americanos, mas nos contos reais.
Seu mundo, com cheiro de chuva constante e estrada de flores rabiscadas na materialidade do uniVERSO, encanta qualquer visitante e surpreende os donos de razões.
Uma garota de alma poética, instinto escritor à flor da pele...
Quem descobrirá a fonte de sua inspiração ou quem a convencerá de que a razão soa mais sensata que a emoção?
Coração de menina, terra inabitável, povoada de sonhos...
By: Flor e Mar
By: Flor e Mar
Razão X Emoção
Hoje a razão gritou com a emoção...
Não quis saber das invenções, do mundo de ilusões criado por esta.
Jogou tudo para o ar e somente quis saber do seu bem estar.
Não procurou maneiras para se justificar, simplesmente cansou...
Cansou dessas besteiras que a emoção costuma chamar de paixão...alheia
Não quis saber das invenções, do mundo de ilusões criado por esta.
Jogou tudo para o ar e somente quis saber do seu bem estar.
Não procurou maneiras para se justificar, simplesmente cansou...
Cansou dessas besteiras que a emoção costuma chamar de paixão...alheia
Tratou de usar a lógica,
Hoje as emoções foram anestesiadas e nada mais restou.
Decidiu trilhar por caminhos reais, ainda que só.
Os trilhos hoje são de ferro,
As estradas materializadas,
Os sentimentos concretos..
O Nada... Simplesmente se tornou em nada.
A vida prossegue, ela segue com a razão.
Os sentimentos concretos..
O Nada... Simplesmente se tornou em nada.
A vida prossegue, ela segue com a razão.
Hoje não há como falar de sonhos, Ideais, amores, sensações...
Não cabe à Razão esses assuntos...
Mais de uma maneira
Imagens daquilo que fomos...
Imagens que esperam ser construídas...
Conceitos, definições, impressões mutáveis...
Pois nada que pensamos sobre o outro é permanente.
Cumplicidade que não se explica...
Como no dia em que nos conhecemos, até aqui nada mudou.
Lembro-me, como se fosse hoje, da amizade que surgiu na escola,
precisamente na 5º série...
Brincadediras, conversas, risadas e nenhuma briga!
Ainda encontro em nós aquelas duas menininhas de antes.
Amigos... Como conceituar?
São esses anjos que cuidam de nós e aparecem como que em um toque
de mágica, como se nos ouvissem chamar nos momentos em que mais precisamos.
Hoje foi assim (26/02)!
Você apareceu amiga e enxergou em meus olhos o que normalmente
as pessoas não enxergariam. Você consegue perceber o meu interior.
Não precisou perguntar o que estava acontecendo comigo,
só disse com um sorriso confiante "vamos dá uma volta?".
Andamos pela Orla, juntamente como uma criança,
a qual fez toda a diferença em relação ao meu humor.
Dançamos, tomamos sorvete, conversamos...
Ao final da noite, a tristeza que se instalou em mim na tarde
parecia não existir mais, foi levada pela brisa do mar.
Então, pude notar que não existe tristeza que perdure enquanto
houver amigos...
Amigos que seguram em minhas mãos com toda a força que possuem,
Amigos que descalçam os pés, caminham pela areia e sentam
na beira do mar ao meu lado,
Amigos que, quando estão comigo, não se preocupam com o relógio.
Amigos tão especiais como você ...Jessica Luz.
O ser... poeta
O ser poético se arrasta em suas emoções,
Em cada gota de tinta... no papel vai a sua alma.
Inquieto busca a perfeição para falar do INcomum,
Do IRreal, do seu mundo Ideal.
Sua mente é um labirinto de filosofias e enigmas
Que constantemente o aprisiona.
Consegue materializar imagens com palavras,
Traz música nas frases,
Consegue convencer o outro de que os sentimentos expressos
Em sua poesia são verdadeiros...
Doce fingidor.
O poeta é um espelho de si mesmo e do Universo.
Em seus versos...
Amores e desilusões,
Guerra e paz,
INcertezas,
Realidades INdiscutíveis.
O poeta é esse ser totalmente complexo e plural
Que em vão tentamos definir...
Um poeta...
Não há deFINição.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
...
Hoje sentí um nó na garganta e veio em meus olhos sinais de lágrimas, as quais escorreram pelo meu interior. Olhei ao redor e tudo parecia tão vazio...
Nesse momento, estou tentando arquivar em algum espaço dessa minha mente as lembranças e criando coragem para não deixar com que o passado se torne outra vez em presente.
Quero deixar no esquecimento o que fora vivido, mesmo sendo tão difícil!
Quero olhar insistentemente para além do que posso enxergar e quem sabe, olhando assim,
eu encontre a esperança perdida em algum lugar...
Remendos
Não quero mais que costurem emendas de tecidos de sentimentos em meu coração,
Pois eles se rompem.
Quero uma roupagem nova, peça exclusiva, cheia de detalhes, colorida, sofisticada, engraçada, clássica.
Todos os dias vestirei meu coração, sem usar as velhas roupas...
Roupas que ficaram no armário esquecidas, jogarei pela janela...
Roupas que não cabem mais em mim, doarei à alguém, por vontade própria...
Roupas que não combinam com o meu jeito de ser, não mais as usarei...
Tentarei diminuir o apego que tenho à elas.
É preciso esvaziar o armário e não mais procurar nas gavetas aquelas peças que foram usadas e que não me deixaram a vontade.
Quero que o meu coração tenha o que escolher, tecidos novos, sem emendas do passado.
Obs.: Não sei as "n " interpretações que farão desse texto. Só posso dizer
que a cada frase escrita meu coração se ocultava ... E no final de tudo
apenas reclamou "não era nada disso que eu queria dizer".
???
Quem na verdade eu sou?
Será que sou protagonista da minha existência dentro dessa esfera colossal em que vivemos, ou será que sou apenas uma mera coadjuvante?
Será que o autor da obra (minha vida) tem tido liberdade para desenvolver os tramas em minha vida, ou será que tenho tomado de suas mãos a tinta e o papel na ânsia de mudar o desfecho dos acontecimentos?
A que gênero pertence a escrita sobre a minha vida... Não sei definir...
As vezes parece uma poesia cheia de nostalgias, egocentrismo, subjetivismo, saudosismo, idealizações... me lembrando a grande fase do Romantismo... (Livrai-me do Mal do século).
Outras vezes, lembra uma epopéia ( grande Homero), com herói e tudo... e como uma epopéia, parece que a história nunca tem fim.
Em alguns momentos lembra uma típica Tragédia grega (Salve tio Tote, que muito estudou sobre esse gênero) cheia de conflitos entre eu (personagem) e as leis, o destino e essa digníssima sociedade...
Mais distantemente, lembra a fase Naturalista ( que passe longe de mim o Determinismo) da Literatura... Como se eu fosse um laboratório de experiências científicas, onde se utilizam dos conhecimentos da Biologia, da Psicologia e da Sociologia para tentar me entender... Será isso possível?
Por vezes minha vida está situada em um Conto de fadas ( Lembranças à Cinderela, Rapunzel, a Bela e a Fera...). Tão linda essa fase! Sempre com final feliz... mas ainda não terminou a história que está sendo escrita sobre mim, então, ainda não sei como terminará, espero que com um final feliz também!
Na verdade, acredito que a história da minha vida não se limita à apenas um gênero, vai além.... Assim como Machado de Assis.
Por fim, prefiro pensar que o texto da minha vida está sendo tecido segundo a visão do meu escritor favorito, tio Pessoa (Fernando Pessoa). Assim, notando a existência de maneira singular, criando os protagonistas dentro de mim, posso ser mais de uma (Heterônimos), fingindo ser quem eu quiser ser em alguns momentos ("O poeta é um fingidor"). Sentir, antes de ser ("Sentir é criar. Sentir é pensar sem idéias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem idéias").
Utilizando a expressão "amar" para quem eu amo ("Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?").
Inventando viagens quando estiver entediada ("Para viajar basta existir"). Sonhando sempre ("Tenho em mim todos os sonhos do mundo"). Não dando tanta ênfase na história ao amor romântico (" O amor romântico é como é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e , em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfaleça, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico , portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.").
Usando a escrita para aliviar os efeitos da explosão de sentimentos e idéias que acontece em meu interior ("Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e, portanto, vitais outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de idéias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."). Tentando esquecer o passado ("O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.”). Aproveitando cada dia à mim oferecido (“ O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.").
Dessa maneira simulo escrever a história da minha vida, procurando em algum canto encontrar o meu verdadeiro “eu”... Talvez encontre, talvez não.
Quem sou eu, onde me perdi, quando me encontrei...
“Só sei que nada sei”... (salve Sócrates, que após ter estudado tanto ao longo da sua vida, conclui dessa forma).
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